O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE) decidiu investigar novas denúncias envolvendo os Hospitais de Campanha do RJ. Segundo a acusação, as obras da unidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, possuem indícios de contratações duplicadas para o mesmo serviço.
O deputado federal Paulo Ganime (Novo) e o deputado estadual Alexandre Freitas (Novo) encaminharam a denúncia ao órgão de controle. O TCE vai notificar as secretarias de Saúde e de Infraestrutura do estado.
O que chamou a atenção dos parlamentares foi a necessidade de construção do Hospital de Campanha no mesmo local onde já estava sendo construído um hospital modular, com 300 leitos.
Além dos dois projetos direcionarem investimentos do estado para o mesmo local, após cinco meses de pandemia da Covid-19, nenhuma das duas unidades foram concluídas.
Hospitais sem uso
No último sábado (1), o RJ2 mostrou que apesar da obra já ter consumido R$ 40,9 milhões dos cofres públicos, o Hospital Modular de Nova Iguaçu estava completamente vazio.
Já a o Hospital de Campanha de Nova Iguaçu está praticamente pronto, com colchões ainda embalados e equipamentos instalados. Mas assim como a unidade modular, segue vazio e abandonado.
Sete unidades
Ao todo, o estado gastou com a construção e operação de sete unidades temporárias para atender pacientes com Covid-19. Os Hospitais de Campanha seriam instalados em municípios da Região Metropolitana e do interior.
Na prática, apenas dois desses hospitais chegaram a receber pacientes. Os outros cinco, nunca atenderam ninguém.
Iabas
Todas as unidades estavam sob a gestão da O.S. Iabas, que recebeu R$ 256 milhões, do total de R$ 770 milhões do contrato firmado com o Governo do RJ. As duas unidades que chegaram a funcionar foram instaladas no Maracanã, que atendeu por cerca de dois meses, e a de São Gonçalo, que foi entregue com atraso e só abriu as portas por 30 dias. Os dois hospitais já não funcionam mais, apesar da Justiça do Rio ter determinado que as duas unidades continuassem abertas. O estado está recorrendo da decisão. Segundo o governo, a rede pública de saúde atualmente tem capacidade suficiente para receber os pacientes com covid-19. O ex-secretário Edmar Santos, e o ex-subsecretário Gabriell Neves estão presos por suspeita de desviar recursos da Saúde.
Funcionários sem salários
Enquanto a Justiça não decide o que vai ser feito com as estruturas montadas nos hospitais temporários do Rio de Janeiro, funcionários e fornecedores seguem cobrando o estado por salários e material vendido que não foi pago.
Via G1


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